O que me inspira

Estar com os sensores ligados consumindo os mais variados conteúdos é um dos meus principais hábitos. E isso também acaba sendo uma das maiores ferramentas de inspiração. A criatividade é uma competência. Na minha opinião, a principal forma de ampliar a sua capacidade criativa é alimentar constantemente seu repertório: abastecer sua ‘biblioteca’ com novidades o […]

Por Roberto Ribas
Publicado em 28/09/2021

Estar com os sensores ligados consumindo os mais variados conteúdos é um dos meus principais hábitos.

E isso também acaba sendo uma das maiores ferramentas de inspiração. A criatividade é uma competência.

Na minha opinião, a principal forma de ampliar a sua capacidade criativa é alimentar constantemente seu repertório: abastecer sua ‘biblioteca’ com novidades o tempo inteiro.

Claro que experiências mais envolventes — como viagens, por exemplo — desenvolvem repertórios mais ricos e pomposos. No entanto, o dia a dia também pode ser uma grande fonte de inspiração.

Muitos dizem que criatividade é a capacidade que temos de extrair do cotidiano algo extraordinário.

Sendo assim, não há nada mais inspirador do que a rotina — a vida ordinária que percorremos.

Nossa rotina é muito rica e, se treinarmos bem o olhar, podemos encontrar muitos insights para soluções complexas.

As pessoas são uma verdadeira fonte de inspiração. Pensei várias vezes como escrever isso sem parecer clichê, mas desisti ao perceber que a verdade não precisa de floreios para ser convincente.

A capacidade de ouvir os indivíduos e se colocar no lugar deles é uma ferramenta poderosa para buscar inspiração para tudo, principalmente na tomada de decisão.

Escutar o contraponto, a opinião contrária, o outro lado, enfim, o que é diferente — isso também me ajuda muito.

Apesar de ser publicitário de formação, transitei por ambientes diversos ao longo de minha carreira.

Convivi com métodos, processos e até mesmo paradigmas completamente distintos.

A objetividade e o pragmatismo do mundo da tecnologia, no qual os processos devem ser muito bem definidos e a engrenagem deve estar lubrificada, complementam o universo mais livre, até mesmo caótico, da comunicação.

Ao mesmo tempo, minha formação nas ciências humanas se soma ao convívio com pessoas que têm em seu job description a criatividade.

É esse repertório que nos permite simplificar a comunicação, buscando analogias nos mais variados temas.

Situações cotidianas, como o futebol, são campos riquíssimos, apesar de não estarem sempre ao alcance de todos.

Ser pai foi outro momento importante em minha formação — e de onde busco muita inspiração.

Com a chegada da paternidade, fiquei enlouquecido pesquisando modelos de educação.

Mas, um dos grandes aprendizados é improvisar e colocar seus paradigmas e preconceitos em xeque a cada pergunta existencial das crianças.

Observar como os pequenos conseguem criar o tempo todo é outro grande exercício.

Uma simples caixa vira um superbrinquedo com inúmeras facetas, o que nos mostra que, muitas vezes, uma grande ideia surge da nossa capacidade de imaginar a partir das coisas mais simples e acessíveis.

Há muitos caminhos para se buscar a inspiração. Isso é, ao mesmo tempo, uma grande riqueza e um gigantesco desafio.

Se praticamente tudo o que está ao nosso entorno é capaz de nos inspirar, devemos treinar nossa capacidade de absorver esses elementos e fazer deles insumos para sermos profissionais e pessoas melhores.

Afinal, a resposta para a pergunta que dá título a este texto está lá fora — mas, principalmente, dentro de cada pessoa, em nosso esforço pessoal de capturar e saber utilizar tudo o que acontece para nós.

Artigo publicado originalmente em Propmark